E se não existissem sindicatos?

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Hoje a gente acha que é normal. Mas ter horário para entrar e sair do trabalho, ter uma profissão reconhecida e sair de férias são direitos que só foram conquistados porque um grupo de pessoas – mais de um século atrás – teve coragem para lutar por melhores condições de trabalho. E foi essa coragem e essa força que resultaram na criação dos sindicatos, porque, sem organização, nada se conquista. Estamos no século 21, mas vários problemas persistem.

Sem a organização dos trabalhadores, que começou lá no final do século 17, você provavelmente estaria trabalhando mais de 15 horas por dia, não teria um local adequado para fazer suas refeições e poderia ser dispensado a qualquer momento. Tantas horas de labuta, em condições muitas vezes insalubres, o deixaria exausto. No final de semana, em vez de descansar com a família, você continuaria trabalhando, porque sábados, domingos e feriados também eram ‘dias úteis’. Sem contar que a palavra “férias” não fazia parte do vocabulário dos empregadores da época.

Não era difícil adoecer num ambiente assim. Mas isso não era responsabilidade dos donos das indústrias. Funcionários doentes podiam se dispensados, como um objeto que não servia mais. A mesma lógica era aplicada no caso de acidente de trabalho. O problema era de quem trabalhava, não do empregador, que além de tudo, ainda aplicava castigos e multas aos funcionários.

Quem vinha em socorro de um trabalhador doente eram os próprios colegas de trabalho, que elaboravam listas para arrecadar dinheiro entre eles. Foi assim, com base na solidariedade, que eles passaram a se organizar, a discutir os problemas e a exigir melhorias.

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