Quando a negociação não dá certo, a greve é o último recurso

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A greve é o último recurso ao qual uma categoria recorre durante uma negociação. Porque o trabalhador sabe que é do seu trabalho que sai o seu sustento e que cruzar os braços prejudica o seu ganha-pão.

Mas e quando ele é explorado? Ou quando as condições de trabalho são ruins? E se ele sofre ameaças? Aí ele cruza os braços.

Porque este é o recurso que o trabalhador, o elo mais fraco dessa corrente tem. O patrão é mais forte, então só a união dos trabalhadores consegue fazer frente a esse poder.

Como disse o jurista Orlando Gomes: “As condições de trabalho sempre foram ditadas imperiosamente pelos detentores da riqueza social…A convenção coletiva vem remediar essa situação de flagrante disparidade…restaurando,assim, praticamente o equilíbrio de forças.”

É isso que a greve é, uma forma de equilibrar o poder das empresas com a força dos trabalhadores. Mas para decretar uma greve uma categoria tem de cumprir uma série de exigências, previstas na lei 7.783/89 (a lei de greve).

Pois é, ninguém entra em greve porque quer, mas sim para garantir boas condições de trabalho e um salário digno.

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