Reforma da Previdência: mais um golpe

 

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Rotina de professor não é fácil. Em sala de aula, são muitas horas em pé, falando para os alunos (o que faz com que mais de 60% tenham problemas de voz) e, muitas vezes, se desgastando para controlar as turmas. Depois, ainda tem o trabalho extra classe: a correção das atividades, a elaboração das aulas e das provas. É por causa de toda essa jornada que, desde 1981, professores e professoras têm direito a uma redução de cinco anos na contribuição mínima para se aposentar. Pela regra atual, os homens se aposentam após 30 anos de contribuição e as mulheres, aos 25 anos.

Mas a proposta de Reforma da Previdência pretende acabar com tudo isso. Para início de conversa, o tempo de contribuição para receber a aposentadoria integral passará para 49 anos, como as demais categorias. Com a PEC 287/2016 aprovada, estes profissionais também terão de trabalhar até os 65 anos. Ou seja, a Reforma vai ignorar todo o esgotamento que o exercício da profissão causa. Somando-se a isso a má remuneração e as condições de trabalho quase sempre desfavoráveis, perguntamos: em quais condições físicas e mentais teremos esse trabalhador ensinando nossos filhos? No ano de 2012, na rede municipal de São Paulo — segundo o Atlas de Gestão de Pessoas — a quantidade de afastamentos, entre eles por doenças ocupacionais, superou o número de docentes em sala.

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