Férias, necessidade para o corpo e mente

Especialistas afirmam que tirar férias não é um capricho, mas uma necessidade da mente e do corpo. Mas as férias de 30 dias seguidos, um direito garantido pela CLT, poderão deixar de existir se o projeto de Reforma Trabalhista apresentada pelo governo Temer for aprovada. Pelo projeto, as férias poderão ser divididas em até três vezes e o pagamento também será parcelado: o trabalhador receberá a parte proporcional das férias cada vez que deixar o trabalho para descansar.

Se atualmente a CLT já diz que é o empregador quem decide quanto o trabalhador entra em férias, acha mesmo que a possibilidade de divisão das férias será negociada e não imposta?

O problema é que isso pode resultar em problemas para as próprias empresas.

Estudos internacionais mostram que 62% dos trabalhadores que saem de férias precisam de uma semana para se livrar da rotina de trabalho e que 38% precisam de pelo menos duas semanas para deixar de pensar no expediente.

Além disso, quem tira férias e descansa bem é mais produtivo, tem melhoras na pressão arterial e nos níveis de cortisol — um hormônio tão importante que ajuda a controlar o estresse, reduzir inflamações e auxilia no funcionamento do sistema imunológico e a manter os níveis de açúcar no sangue.

Ou seja, a reforma pode levar não só a um número ainda maior de trabalhadores doentes como prejudicar a produtividade de todos eles.

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