Governo vai revisar auxílio-doença e aposentadoria por invalidez

 

1-pn0H_3ghQljBCUYMV7l8Ww.pngA partir de 16 de janeiro, 530 mil trabalhadores que recebem auxílio-doença há mais de 2 anos e 1,2 milhão de aposentados por invalidez com menos de 60 anos serão convocados para passar por nova perícia médica do INSS.

A justificativa é cancelar os benefícios de quem está apto a voltar ao trabalho e economizar, segundo estimativas do governo, R$ 4,3 bilhões em dois anos.

No ano passado, uma medida semelhante vigorou por alguns meses e prejudicou alguns trabalhadores, que foram considerados aptos ao trabalho pelo INSS, mas que foram barrados pelo médico responsável ou pelo médico da empresa para voltar à labuta. Ou seja, ficam sem o benefício e sem o salário, numa situação conhecida como “limbo previdenciário”.

Certamente existem fraudes no sistema, mas o longo tempo de espera para uma perícia do INSS é bastante conhecido. Muitas vezes, quando a pessoa consegue passar pela perícia, a doença já foi curada. Isso não é fraude.

Para dar vazão ao aumento da carga de trabalho, o governo vai pagar R$ 60,00 para cada perícia a mais que os médicos realizarem. Mas o problema inicial não era a falta de médicos e a enorme fila para a realização de perícias?

Da forma como a questão é abordada e apresentada por alguns órgãos de imprensa, parece que o trabalhador é o culpado por esta situação, que quer realmente ficar “encostado” e não voltar a trabalhar. Em vez de mirar nos auxílios-doença, o INSS deveria diminuir a fila das perícias.

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