A CLT está na UTI: Quem pode morrer são os direitos dos trabalhadores

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Tem gente que fala muito mal dela. Dizem que está desatualizada, que precisa ser substituída, só porque ela nasceu em 1943. Mas esta “velha senhora” vem garantindo aos trabalhadores brasileiros uma série de direitos, com os quais estamos tão acostumados que já não valorizamos tanto.

O problema é que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) está em jogo com uma série de medidas e projetos apresentados ou ressuscitados recentemente, como a PEC 300/2016, o projeto de reforma trabalhista e o projeto de terceirização.

Sabe a jornada de trabalho de 8 horas? E as férias de 30 dias consecutivos? A hora de almoço? A certeza de que a legislação está a seu favor?

Pois esses projetos preveem que o trabalhador se dedique ao trabalho por até 12 horas por dia, que as férias sejam parceladas em até três vezes, que o intervalo de almoço seja de apenas 30 minutos e que o “acordado prevaleça sobre o legislado”, o que quer dizer que, na prática, um acordo entre as partes (empregador e empregado) terá mais validade do que a legislação, aquela que protege os trabalhadores há 74 anos….

Ah, e tem uma coisa. A CLT não está igualzinha ao que era em 1943. Ela já passou por várias alterações e atualizações. Pois é, esta senhora faz algumas plásticas, algumas aplicações de botox e sabe muito bem em que mundo vive. E só está na UTI porque tem gente que a considera “generosa” demais.

Nada disso. Ela só assegura direitos e põe limites a quem tem mais poder nesta relação entre patrões e empregados.

E, ao contrário de pessoas que estão na UTI, a CLT não precisa de medicamentos pesados ou mesmo de um milagre. Ela precisa ser defendida.

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