2017 e o mundo continua desigual e machista

 

1-lo-vocImyW4VHB97HZydXQ.pngA desigualdade econômica aparece em diversos aspectos. Um deles, bastante evidente, é o de gênero. No mundo, 1.810 bilionários concentram a mesma riqueza detida pelos 70% mais pobres, mas apenas 11% deles são mulheres.

Sabe onde elas estão? Lá do outro lado da pirâmide. As mulheres têm menos chances de participar do mercado de trabalho, ganham menos que os homens, dedicam mais tempo a trabalhos não remunerados e são a maioria em trabalhos precários. Essas informações estão todas no relatório “Uma economia para os 99%”.

O texto ainda afirma que “modelos econômicos neoliberais não somente ignoram essas barreiras, mas também prosperam graças às normas sociais que enfraquecem as mulheres”, fortalecendo uma representação desproporcional na base da pirâmide. As mulheres também dedicam em média 2,5 vezes mais tempo aos trabalhos de cuidado com as crianças que os homens. No Brasil, como mostrou o IBGE em 2016, as mulheres trabalham cinco horas a mais por semana, devido à dupla jornada, e ganham o equivalente a 76% do que recebe um homem.

É por isso que as mulheres se aposentam mais cedo, porque a vida é mais dura. E aí fica impossível não pensar na Reforma da Previdência proposta pelo governo golpista de Michel Temer, que querer aumentar a idade de aposentadoria e igualá-la para homens e mulheres. Uma previdência que não considere a desigualdade de gênero acaba por reforçar essa desigualdade.

A igualdade de gênero não é só um caminho para melhorar a vida das mulheres, mas uma necessidade para garantir uma economia mais justa e uma vida melhor e mais digna para todas as pessoas.

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