Mas, peraí…não era para melhorar a economia?

 

 

1-k-KtkZrY24Rap1VE8al7bQ.pngUm dos argumentos de boa parte dos políticos e da grande imprensa para derrubar Dilma Rousseff era que sua saída resultaria em melhora da economia.

Pois parece que algo nessa profecia deu errado. Os número de 2016 ainda não foram divulgados, mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que a economia brasileira tenha tido uma retração de 3,5% no ano passado e que, neste ano, registrará um avanço de apenas 0,2%. Para o ano que vem, a perspectiva é de elevação de 1,5%.

Só para comparar, nossa vizinha Argentina, que também enfrenta uma grave crise, deve registrar aumento de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, após retração de 2,4% no ano passado, também de acordo com o FMI.

Se o oráculo da organização estiver certo, no ano que vem o desempenho da economia brasileira só vai ser melhor do que o da Venezuela (que deve recuar 3% em 2018).

Um dos problemas apontados por Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI é o desemprego, que “limita a demanda interna”. Traduzindo: sem dinheiro porque está desempregado, o trabalhador não tem como consumir. Sem ter para quem vender, as lojas não compram das indústrias que, como não vendem, não podem contratar trabalhadores.

Mas, peraí…não era para melhorar a economia?

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