“Não se faz oposição a um governo golpista, se combate. Eles não são nossos adversários, são inimigos” Eugênio Aragão.

 

 

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Como divulgado pelo portal Carta Maior, o procurador federal, Eugênio Aragão, também criticou a naturalização do golpe e as propostas que tem surgido para combatê-lo. “Neste momento, pautas como Diretas Já e Constituinte são agendas que mais nos dispersam que nos unem. A agenda fundamental é o golpe que não passou de um arrastão de trombadinhas. O tema central é o desfazimento do golpe e a restituição da presidenta Dilma. Não podemos abandonar essa agenda sob pena de sermos acusados de hipócritas. Não dissemos que esse golpe foi misógino, machista e antidemocrático? Tudo isso passou? Negar o nosso discurso e trocá-lo por uma variação é algo que nos enfraquece. Uma nova eleição direta agora significaria aprofundar o golpe, tornando a reconquista da legitimidade mais distante. Se tivéssemos uma nova Constituinte agora, a direita transformaria o Brasil num Estado teocrático”, apontou Aragão.

Ele ainda aproveitou a fala para apontar o poder que mais contribui para o golpe no Brasil — desde o Império até hoje. “Quando a República foi proclamada, em 1889, o superior tribunal de justiça da época manteve todos os seus juízes. Não houve nenhuma mudança na passagem da monarquia para a república. O golpe deles é permanente e muda de face a cada instante para nos confundir”.

Aragão também sugeriu formas de combate ao golpe. “O que é mais importante agora é a manter a coerência e a unidade. Esse discurso nos unifica. Precisamos promover um grande debate nacional, formando comitês locais, organizando seminários, fazendo conversas”.

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