Luta por moradia em São Paulo exige que Doria cumpra o que prometeu

Famílias da Ocupação André de Almeida, despejadas por Dória em janeiro, exigiram moradia na porta da Secretaria Municipal de Habitação na manhã desta quinta-feira, 9 de fevereiro. A situação dos despejados é desesperadora: muitos estão vivendo na rua, em albergues ou de favor na casa de amigos e parentes.

Dezenas de pessoas protestaram em frente à Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, no centro da capital. O grupo exige que o prefeito João Dória cumpra a promessa feita 2 dias após expulsar mais de 3 mil pessoas da ocupação André de Almeida, em São Mateus, Zona Leste de São Paulo, no dia 17 de janeiro: inscrever as famílias em programas de moradia, como o Minha Casa, Minha Vida. Até agora, a Prefeitura não entrou em contato com os representantes da ocupação.

Com apitos, faixas, panelaço e palavras de ordem, os manifestantes chamam atenção para o problema que estão enfrentando. Núbia Cristina carrega o seu bebê de 2 meses no colo e relembra o pavor vivido na madrugada em que a Polícia Militar executou o despejo. “5h30 da manhã arrumei meu filho. A polícia chegou jogando bomba, tive que fugir com ele. O pessoal da ocupação me ajudou a fugir com ele às 6h da manhã. Agora, tou na casa de uma amiga, que ela me abrigou por uns dias, porque eu tenho um bebezinho de 2 meses”, relembra.

Juliana dos Santos também teve que fugir com o seu filho, de 5 meses de idade. “Eu corri um risco grande e não tenho onde ficar com o meu filho. Agora, eu tou em casa de parente. A gente quer resposta do Dória”, diz ao surgirem as primeiras lágrimas em seus olhos.

A manifestação encerrou por volta do meio dia. No início da tarde, a assessoria de comunicação da Secretaria de Habitação foi procurada para enviar o posicionamento da prefeitura diante das reivindicações, mas até o momento de publicação deste texto não recebemos resposta.

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