Terceirização só é boa para quem não é trabalhador

O Projeto de Lei n.º 30/2015, que trata da liberação da terceirização do trabalho no Brasil foi aprovado na Câmara e está agora no Senado. Mas uma análise feita por promotores do Ministério Público do Trabalho (MPT) afirma que, se aprovado, o texto vai precarizar as relações de trabalho e, portanto, causar prejuízo dos trabalhadores.

Não é difícil entender a razão. A terceirização reduz direitos e traz prejuízos à saúde e à segurança dos trabalhadores. Estudos mostram que os terceirizados:

  • sofrem 80% dos acidentes fatais de trabalho
  • enfrentam piores condições de saúde e segurança no trabalho
  • realizam as atividades de maior risco e não recebem a proteção necessária
  • recebem salários menores do que os empregados diretamente contratados
  • têm jornadas mais longas do que os empregados diretos
  • têm menos benefícios indiretos como plano de saúde, auxílio-alimentação e capacitação
  • permanecem menos tempo nas empresas
  • sofrem com a fragmentação da representação sindical
  • perdem todos os direitos previstos na CLT quando são “pejotizados”

Ou seja, quem sai perdendo é o trabalhador, que vai ter sua renda reduzida e, portanto, consumir menos, o que vai afetar a economia. Tem certeza de que o compromisso dos que apoiam esse projeto é realmente melhorar a situação do país?

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