Obesidade, álcool e hipertensão provocam mortes prematuras. Mas a pobreza é ainda mais maléfica

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A gente já leu, viu e ouviu tanta coisa sobre fatores que reduzem a expectativa de vida que não é difícil lembrar deles: sedentarismo, obesidade, alcoolismo, tabagismo, hipertensão. Mas há uma causa que não é considerada durante a realização da grande maioria das pesquisas: a pobreza.

Um estudo publicado pela revista médica The Lancet faz uma crítica à ausência deste fator na maior parte dos estudos sobre o tema, principalmente os da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para chegar à conclusão sobre a importância da pobreza na extensão da vida das pessoas, cerca de 30 especialistas analisaram dados de mais de 1 milhão e 750 mil pessoas do Reino Unido, França, Suíça, Portugal, Itália, Estados Unidos e Austrália, países que estão muito longe de serem considerados pobres.

“A adversidade econômica deve ser incluída como fator de risco modificável nas estratégias de políticas de saúde locais e globais e no monitoramento do risco para a saúde”, afirmaram os pesquisadores, que foram liderados por Silvia Stringhini, do Hospital Universitário de Lausanne, na Suíça.

Da próxima vez que você ouvir alguém falar mal de políticas de combate à pobreza, comparando essas medidas à esmolas e dizendo que são ineficientes, você pode dizer que uma das mais antigas revistas médicas do mundo, publicada no Reino Unido, afirma que o combate à pobreza pode melhorar a expectativa de vida. Será que vão acusar uma antiga revista médica britânica de ter usado critérios ideológicos, mesmo após a análise de uma quantidade tão grande de dados?

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