Se a Reforma da Previdência for aprovada, a SUA alimentação estará em RISCO

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Cerca de 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas vêm da agricultura familiar. O problema é que a reforma da Previdência coloca a nossa alimentação em risco. Você deve estar se perguntando: como assim? A gente explica.

Apesar da enorme importância que esses trabalhadores têm na vidas de todos nós, a maioria deles tem renda anual muito baixa. Isso porque, em muitos casos, esses agricultores só receberão algum dinheiro após a colheita, o que depende muito de cada cultivo.

Hoje em dia, essas famílias não têm de fazer contribuições à Previdência. Como sua renda é flutuante, elas fazem a contribuição de 2,1% sobre a produção comercializada. Por causa das condições de trabalho, esses trabalhadores se aposentam um pouco mais cedo: 55 anos para mulheres e 60 anos para homens. Mas existem regras, é claro: o agricultor familiar precisa comprovar atividade agrícola de, no mínimo, 15 anos.

Agora, se a reforma da Previdência for aprovada, tudo isso vai mudar. Para início de conversa, mais de 70% dos camponeses não terão acesso à aposentadoria, segundo Evandro Morello, assessor da Secretaria de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Por que? Bem, porque os agricultores familiares terão de fazer contribuições individuais e mensais para a Previdência por, no mínimo, 25 anos. Com uma renda baixa e flutuante, como vão conseguir atender às novas normas?

Outro problema é que, com essas novas regras, muito provavelmente os jovens não vão querer ficar no campo. O êxodo rural vai aumentar e só nos resta a pergunta: quem vai produzir o alimento que vai para as nossas mesas?

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