Mulheres em luta contra a reforma da Previdência

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Neste 8 de março, mulheres do mundo inteiro vão se manifestar contra todo tipo de violência e de abuso que sofrem historicamente. No Brasil, além de todos esses temas, a luta ganha uma pauta específica: a reforma da Previdência, que afetará negativamente a todos, mas será ainda mais cruel com as mulheres da cidade e do campo.

Em São Paulo, mulheres de centrais sindicais, movimentos sociais e populares, realizarão assembleia, às 14h, em frente a sede do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia. Em seguida, às 15h, na Praça da Sé, haverá concentração do ato que sairá em passeata às 17h. “As mulheres ganham salários menores, representam maioria entre os desempregados e trabalham até cinco horas a mais na semana do que os homens. Esta realidade explica porque hoje as trabalhadoras alcançaram o direito de se aposentar cinco anos antes dos homens, conquista que o governo Temer agora pretende tirar”, denuncia a Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma das participantes do ato.

Sob o lema “Estamos Todas Despertas. Contra o Capital e o Agronegócio. Nenhum Direito a Menos!”, milhares de mulheres trabalhadoras sem-terra estarão mobilizadas em todo o país contra o retrocesso no campo, durante a Jornada Nacional de Lutas do movimento, de 6 a 10 de março em todo o Brasil. “A contrarreforma da Previdência desconstrói toda a luta travada no campo e prejudica em especial as mulheres, porque iguala a idade de aposentadoria”, afirma Atiliana Brunetto, dirigente nacional do setor de gênero do MST.

 

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