3 razões para os bancos públicos continuarem existindo e você não pagar o pato

 

 

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Para garantir educação superior de milhões de jovens que, sem o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) não conseguiriam fazer faculdade. Mas o que os bancos públicos têm a ver com isso? Simples, as taxas de juros cobradas pelo Banco do Brasil e pela Caixa — as instituições que realizam os empréstimos deste programa do Ministério da Educação (MEC) — são bem mais baixas do que as do que as praticadas pelo mercado que oferece algumas linhas de crédito para os estudantes, mas com taxas muito superiores ao FIES.

Comida na sua mesa

Pra garantir comida na mesa dos brasileiros. 70% dos alimentos que consumimos vêm da agricultura familiar. E sabe quem financia este setor? A maioria do crédito é concedida pelo Banco do Brasil. Mas e o “agronegócio”? O agronegócio não põe comida no prato do povo brasileiro. As empresas do setor geralmente têm grandes propriedades, que usam tecnologia de ponta e empregam poucas pessoas. A produção é voltada principalmente para o mercado externo ou para agroindústrias.

Imóvel próprio

Pra financiar o sonho da casa própria. A Caixa é o banco que mais financia imóveis no Brasil: 66,9% desse tipo de crédito. Ah, e o programa Minha Casa, Minha Vida também é da Caixa, caso alguém tenha esquecido. Ou você acha que os bancos “do mercado” iriam oferecer taxas de juros mais baratas para quem ganha menos? Claro que não. Os bancos privados têm como principal objetivo o lucro, mas os bancos públicos “têm que olhar para a sociedade e trazer resultados para a sociedade, diferente dos privados”, lembra o economista e professor da UFRJ, João Sicsú.

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