Alalaô-ô-ô-ô-ô! Não quero assédio-ô-ô-ô!

Para combater a perseguição e a violência contra as mulheres, o coletivo AzMina faz campanha que incentiva mulheres a se ajudarem durante o Carnaval

Seria bom se o Carnaval fosse apenas um tempo de diversão e felicidade.Mas a gente sabe que os dias de folia de Momo não são todos de alegria e liberdade, sobretudo, para as mulheres. Para que elas curtam o feriado sem assédio e outros tipos de violência, o coletivo AzMina lançou a campanha #UmaMinaAjudaAOutra. O objetivo é estimular a sororidade, aquela união entre as mulheres que é um dos lemas do feminismo.

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O fato de a mulherada sofrer diariamente assédio e intimidação, além de agressões verbais e físicas, está diretamente relacionado ao extremo machismo que vivemos no nosso cotidiano. Para aqueles que duvidam, nós mostramos os fatos: o Brasil é o 5° país do mundo em número de assassinatos de mulheres, o feminicídio, e 85% das brasileiras têm medo de sofrer violência sexual. Outro dado muito triste é que 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos. E tem gente que acha que machismo é história da carochinha!

Mas, infelizmente, a coisa não para por aí. Estima-se que aconteça mais de meio milhão de estupros por ano no País. Seria bom se nos dias de carnaval o machismo também desse uma trégua, mas a gente sabe que não é bem assim. Na verdade, muitos homens se acham no “direito” de falar e fazer muitas coisas nessa época que provavelmente não se sentiriam “autorizados” durante o resto do ano, como passar a mão e beijar forçadamente as mulheres que encontram.

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Pesquisa realizada em 2016 pelo Instituto Data Popular apontou que 49% dos homens entrevistados achavam que bloco de Carnaval não era lugar para mulher ‘direita’. Foram entrevistados 3,5 mil brasileiros, de 16 anos ou mais, em 146 municípios do País. E tem gente que afirma que machismo é mimimi.

Para ao menos tentar melhorar esta situação, as “mina” do coletivo acreditam que a ajuda entre mulheres pode ser um bom começo.

“É sobre se meter numa briga para defender outra mulher. É sobre não concordar e lutar contra qualquer tipo de assédio, abuso ou tentativas. É sobre oferecer companhia. É sobre prestar ajuda, do jeito que for e pra quem for, principalmente quando se trata de outras mulheres”, diz o texto de divulgação da campanha, publicado no site do coletivo, que traz ainda histórias reais de quem recebeu ajuda de outras mulheres, o que deixa claro como isso pode fazer toda a diferença.

Quer saber mais? Entra lá no site: http://azmina.com.br/

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