João Doria não providencia moradia para vítimas de incêndios em Paraisópolis

Dezenas de moradores de Paraisópolis, vítimas de dois grandes incêndios em menos de 15 dias, acompanharam a reunião entre líderes da comunidade e o secretário municipal de habitação, Fernando Chucre, na manhã desta sexta-feira. As famílias vieram pedir que a prefeitura de São Paulo cumpra a promessa feita por João Doria, no início do mês, quando os incêndios ocorreram: viabilizar a moradia e a subsistência dos que perderam casas e pertences durante as tragédias.

“Antes de ser eleito, Doria foi mais de 10 vezes na comunidade. Em vez de ficar preocupado com grafite, que venha atender os moradores de Paraisópolis que tão vivendo na rua, querendo moradia. O grafite é uma arte, que ele tá querendo apagar e esse pessoal aqui, que é ser humano? Doria, eu faço um apelo: vem pra Paraisópolis e atende essas famílias aqui”, pede Guga, um dos líderes do movimento.

Os moradores de Paraisópolis vão se reunir nesta noite para definir como manter a pressão às autoridades para que resolvam a situação de abandono e desespero que se encontram. Desespero é uma palavra que resume bem a situação das famílias da comunidade, como descreve Rosemere Santos. Ela é manicure e está sem trabalhar, porque seus materiais foram queimados. “Não só a minha vida, como a de todos os moradores de lá, tá horrível. Por que? Porque nós perdemos tudo. Nós perdemos documentos, nós perdemos roupa, nós perdemos moradia. Tem muito morador de lá que tá morando em carro, com criança; tem morador com câncer…Quem pode ajudar, não ajuda. Eles têm que dar uma posição pra gente, porque a gente não pode nem trabalhar.”

De acordo com Guga, após a reunião o secretário afirmou que “vai chamar assistência social, vai fazer o levantamento da lista que entregamos, assinada por 650 pessoas, mas não deu a resposta de quando vai atender essas pessoas”.

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