Violência contra mulher em todos os lugares. Até mesmo na sua TV

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Estamos falando mais a sobre violência contra a mulher. Essa semana, dois episódios de agressão contra elas estão sendo debatidos em todos os espaços, das redes sociais à mesa do bar. Os casos foram transmitidos ao vivo pela TV. Um deles aconteceu no SBT, durante a entrega do Troféu Imprensa. O dono da emissora e apresentador Silvio Santos foi machista e assediou moralmente a jornalista Rachel Sheherazade ao dizer que ela não podia expressar suas opiniões políticas no canal de televisão e que ela havia sido contratada por causa de sua “beleza e voz”. O outro foi ao ar durante dias no Big Brother Brasil (BBB). O participante Marcos agrediu física e verbalmente outra integrante da casa, Emily, com quem mantinha um relacionamento supostamente amoroso, mas na realidade, era abusivo. Ele acabou sendo expulso do programa por causa da intensa pressão do público.

Os dois casos são exemplos do que acontece com as mulheres dentro de casa, nas ruas, nos bares e em qualquer lugar. A diferença é que agora a tolerância vem diminuindo. E o velho ditado “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher” já não é mais aceito como verdade. Porque, sim, estamos metendo a colher e pondo a boca no trombone. Discutimos mais o problema. É esse o caminho? Sim, ao menos o começo dele.

O Brasil ocupa hoje a 5ª posição no ranking da Organização das Nações Unidas (ONU) dos países com maiores taxas de feminicídio (quando mulheres são assassinadas apenas por serem mulheres). Mas o problema é mundial. Até mesmo na Suécia, considerado um dos países mais igualitários do mundo, as taxas de violência contra as mulheres são altas.

Pesquisadores suecos estudam as causas do que chamam de “o paradoxo da Suécia”. Ainda não há conclusões, mas acredita-se que a saída esteja em uma educação feminista, que ensine às crianças a igualdade de gênero. Para esses cientistas, o método pedagógico voltado para a equidade de gênero nas escolas pode reduzir as altas taxas de violência contra as mulheres.

Voltando para a nossa realidade, a vida das mulheres brasileiras tende a piorar com a chegada ao poder do ilegítimo Michel Temer. Desde que ele assumiu o governo, houve redução de 61% da verba para atendimento à mulher em situação de violência, além da retirada de verbas das políticas de incentivo à autonomia das mulheres.

É preciso mostrar às emissoras e ao governo golpista que não aceitamos mais este tipo de tratamento. Não aceitamos mais as declarações machistas, os realities ou os programas de humor com conteúdo misógino! Continuaremos desligando a TV, criticando nas redes sociais e tomando as ruas por nenhuma a menos, por nenhum direito a menos.

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