Doria: nos direitos humanos o prefeito “trabalhador” não tem apoio nem da sua equipe

Na semana passada, Patrícia Bezerra, a então Secretária de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, pediu exoneração. Apenas cinco dias depois, nesta terça-feira (30), o secretário adjunto,Thiago Amparo, também pediu demissão.

O motivo das exonerações seguidas da pasta de Direitos Humanos paulistana foi a ação desastrosa da Prefeitura de São Paulo em plena Virada Cultural, no último domingo (21). Doria, o “jênio”, teve a brilhante ideia de colocar mais de 900 agentes das polícias Civil e Militar contra os dependentes químicos da região da Cracolândia.

Em clima de guerra, houve fechamento de estabelecimentos e as pessoas ficaram assustadas. Durante a ação, um edifício em que havia três pessoas foi demolido. Sim, três pessoas VIVAS estavam dentro de um apartamento que foi demolido pela Prefeitura de São Paulo.

Entre idas e vindas do caso na Justiça, Doria solicitou autorização para a apreensão e a internação compulsória de dependentes químicos da região, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo extinguiu o processo e proibiu remoções na Cracolândia e a internação compulsória de dependentes químicos.

Um relatório do Conselho Nacional de Direitos Humanos aponta que o programa de Doria para a região, Redenção, foi implementado sem regulamentação e que os funcionários da Prefeitura que atuavam na Cracolândia sabem pouco sobre o programa.

Nem sua equipe nem o Tribunal de Justiça nem os órgãos da área aprovam as medidas de Doria.

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