Saída à esquerda: Frente Brasil Popular lança Plano Popular de Emergência

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A Frente Brasil Popular lançou na noite de ontem (29/05) o Plano Popular de Emergência, uma compilação de 77 propostas, divididas em dez eixos, que pretende restabelecer a ordem constitucional democrática, defender a soberania nacional, enfrentar a crise econômica, reverter o desmonte do Estado e salvar as conquistas históricas das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. O Teatro Tuca Arena Palco de outros momentos de resistência, sobretudo durante a ditadura militar, o foi o palco da unificação entre movimentos sociais, sindicais, professores, pesquisadores, artistas e políticos democraticamente eleitos (é bom reforçar). Todas e todos em torno das medidas que partem de uma pré-condição: o fim do governo usurpador de Michel Temer e a eleição direta de um novo chefe de estado.

Raimundo Bonfim, coordenador da Frente Brasil Popular, define o Plano como “um conjunto de medidas que pretende superar a crise que estamos. Ele foi elaborado durante um ano em discussões com as entidades da Frente. Não é um plano fechado, está aberto a partir de hoje para sugestão de outros setores da sociedade”. Bonfim exclui qualquer possibilidade de diálogo com um governo ilegítimo. “É um plano que não pretende ser apresentado de maneira nenhuma para o governo que aí está. Pretendemos que o Plano sirva de base para um novo governo democrático e popular, escolhido em eleições diretas”, explica Bonfim.

Para Vagner Freitas, Presidente Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Plano é uma alternativa democrática. “A alternativa não pode ser anti-democrática, não pode vir construída por um congresso absolutamente descredibilizado pela opinião pública e por um pseudo-presidente. Para cessar o golpe e a reforma tem que ser ‘diretas já’. Porque qualquer um que eles indicarem nesse cenário conservador, vai vir com o objetivo de fazer a reforma trabalhista e, principalmente, a da Previdência”, afirma Freitas fazendo referência a possibilidade de eleição indireta para presidente.

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina vitral, considera que as medidas lançadas pela Frente colocam a sociedade na ofensiva contra o golpe. “Porque não basta dizer o quê a gente nao quer, mas dizer o quê a gente quer e o plano tem esse objetivo”, disse a jovem.

Durante a sua fala, o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, atentou para as práticas nada democráticas do Congresso governista (e golpista, claro): “Nós queremos que o povo decida o seu destino. Não queremos reformas aprovadas na calada da noite com textos que são colocados nas comissões do dia para a noite, sem nenhum debate com os trabalhadores”.

A noite de lançamento foi encerrada por Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres. Ela falou da importância da mídia livre nas lutas travadas pelo trabalhadores em defesa dos seus direitos e aproveitou para motivar a plateia a participar desse processo. “Não basta que alguns coletivos funcionem aqui e ali. É preciso que cada um de nós, recebendo essas informações, compartilhe. Não temos a logística de uma grande emissora, mas temos a melhor logística de todas: quem acredita nessa luta”, finalizou.

Plano em prática- O que fazer com o Plano Popular de Emergência em mãos? O Pastor Ariovaldo prometeu transformá-lo em “catequese cidadã” nas ruas e nos bairros por onde passar. “Temos de retomar o país para parar o sangue nas ruas, nas comunidades, no mundo rural. O que esses bandidos fizeram ao assumir o país foi desconstruir ou tentar destruir todos os direitos e levar-nos de volta para a escravidão. Por isso, diretas já. Por isso, eleições gerais. Por isso, vamos retomar o país a partir do trabalhador”, concluiu.

A proposta de Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia, para popularizar e pôr o Plano em prática é “levar onde estiver um trabalhador e uma trabalhadora, onde estiver um estudante, às fabricas, às escolas, fazendo um grande mutirão. Discutir e ocupar as ruas.”

João Pedro Stédile, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sugere: “a nossa missão agora é transformar o Plano numa forma mais didática possível. Temos que transformar ele em cartilhas, vídeos, suplementos e ir de casa em casa, nos locais de trabalho, nas salas de aula. Distribuir pro povo e discutir com o povo: primeiro derrotar o Temer, depois conquistar as ‘diretas já’, depois eleger um governo popular e comprometer o governo popular com o Plano popular de emergência, que é o que o Brasil precisa para sair da crise.”

Para ver os vídeos da noite de lançamento do Plano Popular de Emergência, acesso o nosso Twitter.

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E lembrem de fazer como a Laura Capriglione disse: compartilhem os conteúdos para fortalecer a luta. 🙂

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