Ciência no Brasil perde R$ 500 mil por hora com os cortes de Temer

Considerada pouco importante por governos que praticam políticas de austeridade, a ciência acaba sendo sempre alvo de cortes e reduções de orçamento. Não foi diferente no governo Temer: em 30 de março deste ano, anunciou um corte de 44% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Os recursos em 2017 caíram de R$ 5 bilhões para R$ 2,8 bilhões. O valor é o equivalente ao que se investia em ciência 12 anos atrás, segundo a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Segundo pesquisadores, o valor não é suficiente nem para pagar os projetos já contratados e outros compromissos assumidos em anos anteriores.

Para acompanhar a perda de recursos da área, a UFRJ lançou o tesourômetro, um relógio digital que exibe os cortes no orçamento público federal para as áreas de ciência e tecnologia e instituições de ensino superior, no campus da Praia Vermelha. O relógio compara os recursos de 2016 e 2017 com os que o Brasil investia na área em 2015.

Junto com o tesourômetro foi lançada a campanha “Conhecimento sem cortes”, promovida por professores, cientistas, estudantes e técnicos de diversas instituições do país. A iniciativa vai acompanhar e denunciar os cortes e suas consequências para a pesquisa e a ciência no Brasil.

“Se estamos passando por uma crise no modelo econômico e de desenvolvimento, o que nós precisamos é justamente que se faça o contrário, que se invista em pesquisa, em formação de quadros, em pensadores que nos levem a sair dela”, disse Tatiane Roque, presidente da Associação dos Docentes da UFRJ (Adufrj) à Agência Brasil.

Autor: Cris Rodrigues

Jornalista e social media.

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