Pesquisa revela os maiores desejos da população brasileira: casa própria, educação e plano de saúde

Uma pesquisa do Ibope Inteligência a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostrou que os maiores desejos das brasileiras e dos brasileiros é ter casa própria, uma educação melhor e um plano de saúde.

Com as medidas encaminhadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, a tendência é que as pessoas demorem muito mais tempo para conquistar a tão sonhada casa própria, fazer uma graduação ou realizar exames médicos periodicamente.

Aprovada ainda em 2016 pelo Congresso Nacional, a emenda constitucional do governo Temer que congela investimentos na área social por 20 anos vai precarizar de forma drástica a saúde e a educação. Se a emenda já vigorasse em 2015, de acordo com a professora do Departamento de Economia da FEA-USP Laura Carvalho, as despesas com saúde teriam sido reduzidas em 32% e os gastos com educação em 70%.

Com a emenda, já sancionada pelo presidente, o acesso à saúde pública vai ser muito mais difícil e o desejo por plano de saúde deve ficar cada vez mais evidente. O principal desejo dos brasileiros também está mais distante graças aos cortes no Minha Casa Minha Vida, que prejudicam principalmente os mais pobres.

Enquanto isso, o preço dos planos de saúde continua pesando no bolso dos brasileiros. O reajuste autorizado em maio pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para as operadoras de plano de saúde, de 13,55%, é mais que três vezes superior à inflação oficial dos últimos 12 meses, de 4,08%.

Crise econômica prejudica ainda mais a situação

Diferentemente do que divulga o governo, a economia não tem previsão de melhora e o desemprego continua alto, de acordo com o IBGE. Hoje há 14,2 milhões de pessoas sem emprego no país. O número de empregados com carteira de trabalho assinada fechou março em 33,4 milhões de pessoas, uma queda de 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Com o crescimento do desemprego e a sanção do projeto que permite a terceirização praticamente ilimitada, os empregos precarizados e informais tendem a crescer. Os terceirizados trabalham em média três horas a mais por semana e ganham salários em média 25% menores.

A junção de precarização das relações de trabalho, crise econômica, desemprego e cortes nas políticas sociais deixa os desejos das brasileiras e dos brasileiros mais e mais distantes a cada dia.

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