Corte no orçamento vai suspender combate ao trabalho escravo e infantil

Em 2015, 1.010 pessoas que trabalhavam em condições análogas à escravidão foram resgatadas por fiscais do Ministério do Trabalho. No ano passado, o número foi menor: 752 trabalhadores, segundo a Comissão Pastoral da Terra. Mas a razão para a diminuição não foi a conscientização dos empregadores, mas sim a redução da fiscalização.

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Já havia a expectativa de que o combate ao trabalho escravo seria prejudicado com a aprovação da reforma trabalhista, mas a questão agora são os cortes promovidos pelo governo Temer, que vão interromper a fiscalização de casos de trabalho escravo e infantil pelo Ministério do Trabalho.

A informação foi divulgada pela coluna do jornalista Lauro Jardim. Segundo o jornalista, com o “contingenciamento” a partir de agosto não haverá dinheiro sequer para a compra de combustível para os carros que realizam as fiscalizações.

Embora a coluna tenha informado o recebimento de uma nota do Ministério do Trabalho afirmando que as ações de fiscalização não serão interrompidas, decidiu manter a informação, pois afirma ter tido acesso a um “ofício circular” enviado aos chefes de Fiscalização do Trabalho segundo o qual “os recursos das (superintendências) regionais estarão limitados em 30% dos valores previstos para o ano, enquanto o contingenciamento estiver vigente”.

Combater o trabalho escravo e infantil não é prioridade, obviamente. Prioridade é liberar bilhões de reais em emendas parlamentares para comprar a “lealdade” dos deputados e evitar que Temer caia.

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